Xavantes, Tapuias, Karajás, Avá-Canoeiros, Krahôs, Xerentes, Xacriabás. Os primeiros indígenas se dividiram em etnias que passaram a ocupar diferentes regiões do Cerrado e a interferir nos processos ambientais, mas a partir de uma relação de sacralidade e profundo respeito para com a Terra.
Mas as relações entre os indígenas e os que chegaram depois deles não foram somente destrutivas. Com a chegada dos bandeirantes, o avanço da colonização européia e a ocupação de territórios interioranos por negros libertos e escravos fugidos em torno de grandes núcleos comunitários, denominados quilombos, foi inevitável a interação com os primeiros habitantes.
Muitos entre os grupos indígenas eram nômades e exploravam o Cerrado por meio da caça e da coleta. Outros praticavam a agricultura de coivara, ou uma agricultura itinerante, de corte e queima para o plantio. A arte sempre foi um das melhores expressões materiais da cultura indígena.
O legado cultural indígena foi-se mesclando às tradicões trazidas por outros povos. Enquanto isso, os casamentos entre índios, negros e brancos foram moldando um novo povo, resultado da mescla das três matrizes básicas. Fruto da diversidade genética e cultural, os povos que se enraizaram no Cerrado constituem hoje um importante acervo da humandiade.
Milênios de tradição e de contato direto com o ambiente tornaram os povos do Cerrado conhecedores privilegiados do bioma e de suas potencialidades. Medicina, alimentação, abrigo, espiritualidade. O Cerrado é tudo para essas sociedades.
A mestiçagem e as adaptações para a sobrevivência no bioma engrossaram o caldo cultural que hoje temos no Cerrado. Indígenas, quilombolas, extrativistas, geraizeiros, ribeirnhos e vazanteiros formam hoje o grupo dos povos tradicionais do Cerrado.
Saiba mais: