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A humanidade alcança o Cerrado

A humanidade  teria dado os primeiros passos no Cerrado há pelo menos 11, 5 mil anos. É o que têm demonstrado os estudos do  professor e pesquisador do Laboratório de Estudos Evolutivos Humanos do Instituto de Biociências da USP, Walter Alves Neves. Sua teoria ganhou  concretude ao ser descoberto em Lagoa Santa (MG) o crânio de uma mulher com 11,5 mil anos de idade, gentilmente batizada de Luzia, nome comum nos interior de Minas.

Ao ser reconstituído a partir dos traços fundamentais, o crânio revelou uma aparência negróide.  A mulher pertenceria à primeira leva de humanos a pisar as terras altas no coração do Hemisfério Sul.

As descobertas chacoalharam as teorias até então em vigor entre os cientistas - sobretudo os estadunidenses - e colocaram em evidência o Cerrado brasileiro na perspectiva da ocupação das Américas. Definitivamente: o Cerrado não começou ontem.

Os fatores que levaram Luzia e sua gente a desaparecerem do mapa ainda é uma incógnita para os estudiosos. O certo é que milênios depois de sua passagem, outras levas viriam a ocupar a região, mas já não eram os mesmos povos. A segunda leva que chega ao Cerrado, tendo provavelmente vencido a região amazônica em sua andança milenar, era de fisionomia mongolóide, bem próxima à dos atuais indígenas brasileiros. É a partir dessa matriz índia que se dará a formação dos povos do Cerrado.

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