ISPN - Instituto Sociedade, População e Natureza

10.04.19

Oficinas realizadas pelo PPP-ECOS reforçam caminhos para o desenvolvimento rural

Durante três meses, foram 10 municípios da Amazônia Legal visitados, o que reuniu cerca de 400 pessoas para participarem das Oficinas de divulgação e elaboração de projetos do 25º edital do PPP-ECOS

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Eram pessoas vindas de diferentes lugares e com perfis diversos. Maryellen de Almeida, quilombola e jornalista de Dianópolis (TO), viu na Oficina do PPP-ECOS uma oportunidade para tirar dúvidas técnicas e levar para sua comunidade caminhos possíveis para construírem um projeto ecossocial e inscrevê-lo na iniciativa. “O PPP-ECOS apoia o fortalecimento da convivência harmônica das comunidades com a natureza e é isso que queremos”, diz.

De 06 de fevereiro a 05 de abril, o ISPN promoveu 10 oficinas em municípios dos três estados alcançados pelo 25º edital do Programa de Paisagens Produtivas Ecossociais (PPP-ECOS) – Mato Grosso, Tocantins e Maranhão, todos na Amazônia Legal. Em 2019, o PPP-ECOS irá repassar recursos vindos do Fundo Amazônia para apoiar projetos que busquem o desenvolvimento rural por meio do uso sustentável da biodiversidade. As oficinas, além de divulgarem a iniciativa, instruíram possíveis candidaturas para qualificar, facilitar e democratizar o acesso ao edital.

Município onde foram realizadas as oficinas: Balsas (MA), Pontes e  Lacerda (MT), Chapada dos Guimarães (MT), Lucas do Rio Verde (MT), Zé Doca (MA), Viana (MA), Nova Xavantina (MT), São LuÍs (MA), Natividade (TO) e Palmas (TO).

O PPP-ECOS é desenvolvido pelo ISPN há 25 anos e apoia projetos que buscam o desenvolvimento rural sustentável. Em 2019, o programa lançou seu 25º edital e as inscrições seguem até o dia 6 de maio.

“Com as oficinas, buscamos, antes de tudo, reforçar que o perfil de projetos apoiados pelo PPP-ECOS são aqueles vindos dos anseios das comunidades rurais, que tenham essa legitimidade popular”, afirma Juliana Napolitano, assessora técnica do ISPN. Dividida em dois dias, cada oficina trouxe intensa programação que levantou desde aportes teóricos sobre a elaboração de projetos, como objetivos, metas e métodos, até exercícios práticos para consolidar os aprendizados.

Muitas dúvidas levantadas durante as oficinas faziam referência aos requisitos para as inscrições, principalmente quando se relacionavam à constituição legal das organizações. “Caso a organização ou associação interessada não esteja legalmente constituída ou não tenha o tempo exigido de existência para concorrer ao edital, poderá participar por meio de parcerias com organizações proponentes legalmente constituídas”, explicou Isabella Braga, assessora do ISPN.

O que também foi esclarecido nos dias de debates foi a construção orçamentária dos projetos. As propostas não precisam ter o valor cheio colocado no edital. O recurso divulgado é apenas o teto para cada projeto, logo, há a flexibilização para os candidatos planejarem os recursos utilizados na proposta. Grande parte do conteúdo das oficinas pode ser encontrado no site Capta, iniciativa do ISPN para auxiliar a elaboração de projetos ecossociais e a captação de recursos: ispn.org.br/capta. Os assessores do ISPN também estão abertos para esclarecerem mais dúvidas por meio do telefone: (61) 3327-8085. E atenção: a participação nas oficinas não é requisito para inscrever projetos no edital, que segue recebendo propostas até o dia 06 de maio.

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Diversidade temática nas Oficinas

Os aprendizados desenvolvidos durante as oficinas não se restringiram às salas e aos auditórios. As características sociais, ecológicas e econômicas de cada município visitado mostraram a rica diversidade que o 25º edital do PPP-ECOS pode alcançar. As grandes belezas naturais com intenso potencial para o turismo comunitário, a forte presença da cultura dos povos tradicionais que precisam de projetos para perpetuar seus modos de vida, a força de vontade das agricultoras familiares para produzir, gerar renda e ganharem autonomia, a potência da agroecologia para a conservação da natureza e para o empoderamento dos povos rurais, dentre diversas outras ideias mostraram que há importantes iniciativas a caminho.

“Estamos pleiteando esse edital porque precisamos incrementar nosso trabalho com agroflorestas e mobilizar a comunidade. O PPP-ECOS permite uma melhora na vida da nossa comunidade, que também se sente valorizada e motivada, então, isso ajuda para que nossos jovens permaneçam no campo”, conta o técnico em agroecologia e geraizeiro, Valdivino Marques, da comunidade de Matinha, no município de Guaraí (TO).

Além de geraizeiros e quilombolas, havia uma grande diversidade de perfis nas oficinas. Foram indígenas, quebradeiras de coco babaçu, pescadores artesanais, agricultores familiares, ONGs, representes de órgãos municipais e estaduais, técnicos, professores, dentre outras pessoas do campo e da cidade discutindo e pensando, de forma cooperativa, projetos para fortalecer e estimular o desenvolvimento rural sustentável.

“Essa oficina me tocou muito no que diz respeito à situação política e como toda essa conjuntura de luta molda aquilo que é pautado nesse tipo de reunião; pude notar um evidente sentimento de cooperação entre todos os povos tradicionais, indígenas, quilombolas, agricultores familiares, pescadores”, conta Eduardo Rodrigues, assistente técnico do ISPN.

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