Nas ultimas décadas, o território ocupado pelo bioma Cerrado tem sofrido uma intensa invasão por populações e atividades que não haviam até há algumas décadas. O processo que se seguiu à construção de Brasília e a produção agropecuária - notadamente após o desenvolvimento de tecnologias de produção em larga escala - vêm transformando rapidamente as paisagens do Cerrado.
Não somente as paisagens, mas também os modos de vida de suas populações, os ecossistemas e o regime hídrico têm sofrido com as mudanças e causado a deordem nas relações entre as espécies, a qualidade e quantidade da água e o clima.
A agricultura intensiva de produção de grãos e as extensas plantações de eucalipto para produção de celulose e carvão e a construção de barragens causam enormes impactos sociais e ambientais nos domínios do Cerrado.
Quando se fala de política de ocupação, o Cerrado ainda é visto somente como uma fonteira agrícola a ser explorada. E está sendo, mas de modo que sua biodiversidade está sendo destruida a uma velocidade extraordinária. Estima-se que mais da metade da cobertura vegetal do bioma (e toda a diviersidade de vida que havia nela) já foi destruída.
Diferentemente da Amazônia, o Cerrado não goza da condição de “maior floresta tropical do mundo” e também não tem sobre si o olhar e os interesses internacionais. Apesar de ser considerado detentor de uma importante parcela da biodiversidades do planeta, o Cerrado não dispõe de mecanismos governamentais fortes de monitoramento e controle de sua devastação. As políticas públicas para a conservação do Cerrado para as futuras gerações são raras. O Brasil precisa ver o Cerrado com outros olhos.
Veja também:
- Povos do Cerrado
- Aprender o Cerrado
Saiba mais: