ISPN - Instituto Sociedade, População e Natureza

14.12.18

Grupos de mulheres protagonizam beneficiamento do babaçu no Maranhão

O papel da mulher na agricultura familiar fica cada vez mais visível. São elas que protagonizam o desenvolvimento ao redor de casa, promovendo a segurança alimentar, garantindo novas fontes de geração de renda e oportunizando a experimentação de diferentes atividades produtivas.  Falar desse protagonismo é tratar de empoderamento, de trabalho coletivo e dos laços afetivos que unem umas às outras em suas comunidades.

Foi nesse contexto, por meio do Programa de Apoio a Comunidades Tradicionais (PACT) em parceria com a Vale, que o ISPN apoiou a implementação de duas unidades de beneficiamento familiar envolvendo subprodutos do babaçu no mês de novembro. Foram investidos um total de R$ 80 mil nos empreendimentos, que beneficiou cerca de 30 mulheres.

Uma das unidades, que produz azeite, está localizada na comunidade de Pimental, município de Arari (MA). O outro empreendimento fica no povoado de Serra, em Tufilândia (MA) e vem trabalhando com o beneficiamento do mesocarpo do babaçu, com farinha, biscoito, leite, azeite, sorvete e bolo.

As duas unidades dispõem de toda estrutura necessária para beneficiar o coco babaçu, como maquinários, e materiais de higiene e segurança. A iniciativa vai promover maior produção e geração de renda com mais qualidade e eficiência para as quebradeiras de coco dos dois grupos de mulheres.

Antes da chegada do PACT, elas sofriam resistências e falta de apoio enquanto grupo de mulheres. No entanto, os desafios as impulsionaram a se unir, se organizar e trabalhar coletivamente.

Maria das Chagas Silva, 58 anos, percorre a pé 6km entre estradas de chão e travessia de rio para participar das reuniões e dos trabalhos de beneficiamento junto ao Grupo Mulheres Extrativistas Mão de Fibra, da comunidade de Serra. “É uma grande alegria para a nossa comunidade ter uma unidade com essa estrutura, fruto do nosso trabalho, do nosso suor. A gente espera multiplicar cada vez mais para dar continuidade as nossas atividades”, falou orgulhosa.

Para a presidente da Associação de Moradores do Povoado de Pimental, Nazaré Martins, o PACT veio fortalecer as famílias e o processo de produção que envolve o babaçu. “A gente já estava desanimada. O projeto chegou para valorizar o nosso trabalho e o nosso produto tão rico que temos na comunidade. Através da mini fábrica, a gente espera produzir ainda mais e com qualidade para vender um bom produto nos mercados e nas comunidades vizinhas”, ressaltou a quebradeira de coco.

Experiências como essas reforçam a importância crescente das mulheres no processo e na gestão produtiva de empreendimentos rurais. Essas ações fortalecem e incentivam a permanência delas no campo e a organização em grupos, ou até mesmo em associação, além de promover investimentos em formação e inclusão produtiva.

*Programa de Apoio a Comunidades Tradicionais (PACT) – É fruto de um chamamento público da empresa Vale S.A. por meio de um edital, bem como uma das condicionantes de licenciamento referente às obras do Programa de Capacitação Logística Norte (CLN) do projeto de duplicação da Estrada de Ferro Carajás (EFC) no estado do Maranhão.  As atividades previstas no PACT contemplam as comunidades tradicionais de quebradeiras de coco babaçu e ribeirinhas afetadas pelo empreendimento.

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