ISPN - Instituto Sociedade, População e Natureza

26.05.13

Conservação por meio do uso sustentável

Foto: Peter Caton/ISPN

População tradicional e uso sustentável (Foto: Peter Caton/ISPN)

Toda a estratégia da atuação do ISPN está relacionada à ideia de que a conservação ambiental em escala de paisagem, de forma que ultrapasse a abrangência possível para Unidades de Conservação, só será viável caso as populações que sobrevivem nestes espaços, e que os protegeram de atividades com impactos negativos, consigam manter seus modos de vida tradicionais. Elas aprenderam por gerações que toda sua vida social, econômica e até ritual depende da mata de pé.

Acontece que novas necessidades, associadas às recentes tecnologias e às influências que a sociedade exerce sobre povos e comunidades tradicionais e famílias de pequenos agricultores, poderiam resultar em mudanças nestes modos de vida. É preciso construir caminhos para que continue sendo melhor, e também mais rentável do ponto de vista econômico, manter as árvores de pé do que derrubá-las.

Assim, a ação do ISPN tem buscado aumentar as áreas sob uso sustentável e o amadurecimento de experiências de produção e comercialização a partir do uso equilibrado da biodiversidade nativa, se contrapondo ao sistema brasileiro atual baseado em monoculturas e na má distribuição de renda. No caso do Cerrado, foco dos primeiros 17 anos de atuação do Programa de Pequenos Projetos Ecossociais (PPP-ECOS), essa estratégia de atuação tem influenciado significativamente em uma mudança no quadro de relativa invisibilidade do bioma e no empoderamento de organizações de base comunitária que reforçam a luta pela conservação e pelos direitos dessas populações. O uso sustentável da biodiversidade tem se mostrado, então, uma alternativa viável para a conservação de áreas significativas de Cerrado, como um meio de geração de renda, de segurança alimentar e qualidade de vida para comunidades tradicionais e agricultores familiares.

Iniciativas como artesanato, agroextrativismo, apicultura, meliponicultura e coleta e cultivo de plantas medicinais têm contribuído de forma expressiva para manter o bioma em pé. Produtos como o mel, castanhas, polpa de frutos, conservas de pequi, farinha de babaçu, entre outros, têm boa aceitação no mercado, trazendo sensíveis melhorias para a segurança alimentar e a qualidade de vida das comunidades. Por outro lado, ao lidar com espécies nativas, os envolvidos com projetos aprendem a valorizar o cuidado com a natureza, passando a lutar contra práticas degradantes como desmatamentos, queimadas e uso de agrotóxicos. Assim, tais atividades têm sido também importantes para uma crescente sensibilização ambiental.

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