ISPN - Instituto Sociedade, População e Natureza

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19.02.19

ISPN lança o 25º edital PPP-ECOS/Fundo Amazônia

Iniciando 2019, o ISPN lançou o 25° edital do PPP-ECOS com recursos do Fundo Amazônia/BNDES – totalizando R$ 4.300.000 (quatro milhões e trezentos mil reais) – para apoiar projetos que contribuem com a conservação do bioma por meio do uso sustentável da biodiversidade e com o fortalecimento das comunidades rurais.  Esse é o 5° edital do Programa com recursos exclusivos do Fundo Amazônia, e visa apoiar projetos de organizações de base comunitária e organizações não-governamentais na Amazônia Legal, sendo elegíveis apenas aqueles que estiverem situados nos estados do Maranhão, Mato Grosso e Tocantins (verificar lista de municípios em anexo no edital).

 

Os recursos previstos para o presente edital somam R$ 4.300.000

(quatro milhões e trezentos mil reais).

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14.02.19

Abaixo-assinado contra extinção do CONSEA é protocolado no Congresso Nacional e no Ministério da Cidadania

Por FIAN com contribuição da assessoria do ISPN

Documento contém mais de 30 mil assinaturas do mundo toda contra a extinção do CONSEA.

Abaixo-assinado continua aberto a adesões.

Foto: Bento Viana/Acervo ISPN  O CONSEA monitorava e fortalecia políticas que garantiam segurança alimentar e nutricional, como PAA e PNAE.

Foram protocoladas ontem, 13/02, cópias do abaixo-assinado promovido pela FIAN (Organização pelo Direito Humano à Alimentação e à Nutrição Adequadas) em articulação com diversas entidades nacionais e internacionais, entre elas o ISPN, contra a extinção do Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (CONSEA). Mais de 30 mil assinaturas reunidas nos documentos foram entregues à presidência da Câmara dos Deputados, do Senado Federal e ao Ministro de Estado da Cidadania para serem anexados ao processo de análise da Medida Provisória Nº 870/2019.

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1.01.19

Agenda de Oficinas & Reuniões de Elaboração e Divulgação 25º Edital PPP-ECOS

Confira aqui o calendário das oficinas:

É necessário enviar a ficha de inscrição para o ponto focal indicado acima e aguardar contato de  confirmação por parte dos organizadores.

As vagas são limitadas a 40 participantes.

Para fazer o download da ficha de inscrição, clique aqui.

 

1.01.19

Tambor de Crioula atrai intercâmbio intercultural entre indígenas e quilombolas no Maranhão

O intercâmbio representa um momento de compartilhamento de experiências entre povos de culturas diversas e de tradição oral e tem se mostrado uma rica forma de proporcionar contatos e momentos de aprendizado. Foi com este intuito que ocorreu o Intercâmbio Intercultural entre o povo Guajajara da Terra Indígena Rio Pindaré e os quilombolas da comunidade Vila Fé em Deus, município de Santa Rita – MA, em novembro de 2018. Na ocasião, os participantes foram conhecer e participar da Festa do Tambor de Crioula em homenagem ao santo São Benedito, que é tradicionalmente homenageado como protetor das terras de preto, dos quilombos e da história ancestral. A iniciativa foi idealizada e organizada pela Associação Mainumy da Terra Indígena Pindaré e pela Associação Comunitária Remanescente de Quilombo da Vila Fé em Deus, e contou com apoio do ISPN, no âmbito do Programa Estratégico do Maranhão (Poema) e do Plano Básico Ambiental – Componente Indígena no Subprograma Etnodesenvolvimento, em parceria com a Vale.

O Tambor de Crioula é uma dança de matriz africana praticada nos quilombos do Maranhão e é perpetuada entre as gerações. Geralmente, ocorre em festas de aniversário, vitória no futebol, festa de preto velho, bumba-meu-boi ou na festa do santo padroeiro. É comumente dançado em Carnaval, festas juninas e está sempre associado ao louvor a São Benedito.

O período entre os preparativos e o dia da festa do Tambor é um grande momento de cooperação e confraternização no quilombo. Homens, mulheres e jovens ajudam na organização do espaço, na ornamentação para o altar de São Benedito, na fogueira para esquentar o couro dos tambores, e na produção da comida, que é partilhada entre todos da comunidade e os convidados. E foi assim na Vila Fé em Deus, uma grande festa e uma mostra da valorização e perpetuação das tradições culturais, animando moradores e atraindo gente das localidades vizinhas e do município sede.

A dança do Tambor de Crioula não requer ensaios, pois o modo de dançar é repassado pelas coreiras (mulheres que dançam o tambor) para as mais jovens dentro da roda. As mulheres se vestem com saias rodadas com estampas em cores vivas, anáguas largas com renda na borda e blusas rendadas e decotadas brancas ou de cor. Os homens trajam calça branca, chapéu de palha e camisa estampada.

A animação é feita com o canto puxado pelos homens e acompanhando pelas mulheres. Um homem puxa a toada de levantamento. Em seguida, o coro – que é seguido por três tambores: o tambor grande, o meião e o crivador – chama e mante a roda de tambor viva, passando esse canto a compor o refrão para os improvisos que se sucederão.

As mulheres, além de dançarem e serem o destaque da roda, ajudam a entoar os cantos. Os temas, puxados livremente em toadas, remetem à louvação aos santos protetores, sátiras, homenagem às mulheres, desafio de cantadores, fatos do cotidiano e despedidas.

O Tambor de Crioula apresenta coreografia livre e variada. Os movimentos são mais soltos, mais intensos e bem acentuados, seguindo o compasso dos tocadores. A dança apresenta uma particularidade: a punga ou umbigada. Entre as mulheres, se caracteriza como um convite para entrar na roda. Quando uma delas está no centro e quer sair, avança em direção a outra companheira, aplicando-lhe a punga, que consiste no toque com a barriga. A que estiver na roda vai para o centro para continuar a brincadeira.

“Me criei dentro do Tambor de Crioula. É uma tradição que foi deixada pelo meu avô, que aprendeu com meu bisavô. E, assim, a gente vai passando de geração em geração. É uma alegria muito grande poder levar essa cultura à frente. Ficamos mais felizes em receber os nossos irmãos indígenas, em vir aqui, e conhecer um pouco da nossa cultura”, falou orgulhoso o presidente da Associação de Tambores de Crioula do Quilombo Vila Fé em Deus, Genilton Barbosa.

Arlete Viana Guajajara, do povo Guajajara da Aldeia Januária (TI Rio Pindaré), ficou deslumbrada ao conhecer a Festa do Tambor de Crioula. “A gente observou o quanto essa manifestação é valorizada pelos quilombos. E a gente precisa disso: conhecer outras culturas para fortalecer nossa. Ficamos maravilhados em ver jovens, crianças e adultos envolvidos na festa. A partir desse momento a gente firma parcerias e laços afetivos com essa comunidade. Fiquei muito emocionada com essa valorização, lembrei muito da nossa cultura. Há mais de 500 anos, a gente continua resistindo e preservando”, enfatizou.

São Benedito – É um santo negro africano. No Brasil, a veneração se inicia fortemente no período da escravidão, dentro das senzalas. É considerado padroeiro da gastronomia, dos cozinheiros. E está relacionado também a fartura e a comida.

Tambor de Crioula é Patrimônio Cultural – Em 2007, o Tambor de Crioula ganhou o título de Patrimônio Cultural Imaterial Brasileiro.  A Lei nº 13.248 de 12 de janeiro de 2016 estabeleceu a data de 18 de junho como o Dia do Tambor de Crioula. A Lei foi votada pelo Congresso Nacional e sancionada pelo Governo Federal.

31.12.18

Segundo volume da revista Wiráhu é lançado no Maranhão

A sistematização se refere às experiências práticas e concretas, vitais e carregadas de uma enorme riqueza acumulada: elementos, valores e crenças. É um exercício de aprendizagem, que produz novo conhecimento. Sistematizar possibilita uma compreensão mais profunda das experiências realizadas. Permite refletir a própria prática e propicia espaços educativos. É ainda um importante instrumento pedagógico de construção coletiva do conhecimento e divulgação de iniciativas bem-sucedidas.

Diversas ferramentas podem ser usadas para a construção de sistematizações, como boletins informativos, revistas, cartilhas, programas de rádio, banners, cartazes, registro fotográfico e vídeo. Independente do formato, as sistematizações são centradas em histórias de vida e causam efeitos relevantes, como o estímulo à produção e à socialização do conhecimento e à elevação da autoestima, além de motivar as pessoas a criarem e recriarem experiências.

Neste sentido, em dezembro de 2018, o ISPN lançou o segundo volume da Revista Wirahú, em parceria com a Vale, no âmbito do Plano Básico Ambiental  – Componente Indígena (PBA-CI), por meio do Subprograma Fortalecimento Institucional. A publicação é resultado da realização do Curso de Gestores Indígenas de Projetos. “Cada volume traz os conteúdos dos módulos, a primeira trouxe somente um módulo, mas na segunda, foram dois, visto que os temas dialogam entre si. A terceira deverá trazer os módulos 4 e 5 e a quarta o módulo de conclusão dos cursos com os trabalhos finais apresentados pelos cursistas, que já estão sendo elaboradas”, explicou a coordenadora do Subprograma, Suely Cardoso.

Rosilene Guajajara, secretária Associação indígena comunitária Wirazu, da Aldeia Maçaranduba (Terra Indígena Caru) destaca a importância da publicação como parte fundamental do processo de registro e gestão do conhecimento.  “A revista traz informações e depoimentos sobre o trabalho e experiência da gente, como gestores. Conta as histórias, como foi toda essa construção, através dos trabalhos em grupos, das pesquisas. A gente se doou muito para chegar nesse resultado, se esforçou bastante para chegar na qualidade do material que está. Foi um ótimo trabalho dos gestores, como uma iniciativa que deu certo e precisa ser disseminada para outros territórios indígenas”, ressaltou.

O Curso de Gestores Indígenas formou 18 jovens, adotando o modelo da alternância no  projeto pedagógico, sendo 20 dias de aulas presenciais a cada dois meses, totalizando 10 módulos (cinco presenciais e outros de dispersão). As atividades práticas eram realizadas pelos cursistas em suas aldeias, somando uma carga horária de 1.500 horas.

A formação desses jovens tem contribuído para ampliar os conhecimentos dos Guajajaras das Terras Indígenas Caru e Rio Pindaré sobre a gestão organizacional, promovendo aprendizado sobre elaboração de projetos e qualificando a atuação dos gestores e lideranças em suas organizações e o empoderamento das associações comunitárias. E ainda buscou o fortalecimento da capacidade de diálogo das associações com instituições governamentais e organizações não governamentais em relação aos projetos coletivos e às políticas públicas.

Oficina Ampliada do Desenvolvimento Organizacional Participativo (DOP)

O lançamento da revista aconteceu durante a Oficina Ampliada do DOP. Esse evento se insere no processo de implementação do subprograma fortalecimento institucional do PBA das Estrada de Ferro Carajás – Componente Indígena Awá e Guajajara das Terras Indígenas Caru e Rio Pindaré.

O DOP é uma abordagem metodológica participativa que tem como objetivos principais o diagnóstico preliminar da organização interna e do seu sistema de parcerias e cooperações, oportunizando uma visão geral da organização e de seus sintomas e potencialidades como base para a formulação dos objetivos mais específicos. Ainda promove a conscientização os atores locais para a mudança organizacional,  ajudando assim no desenvolvimento de uma postura de auto-observação e na capacidade de resolver problemas.

“Como destaca o documento do PBA-CI, um dos desafios para a garantia dos direitos e interesses das comunidades indígenas Awá e Guajajara das terras indígenas Caru e Rio Pindaré é o fortalecimento das suas organizações para que tenham condições de atuar de maneira mais estruturada e autônoma e com competência técnica, administrativa e política. E o DOP é um processo que permitirá aos indígenas alcançar o fortalecimento das suas organizações”, enfatizou Suely Cardoso.

Para Rosilene Guajajara, o DOP foi um processo de fortalecimento para a associação e para a aldeia. “O DOP esclareceu e deu segurança para a gente. Tivemos muitas orientações importantes, com resultados positivos. Aprendemos sobre gestão, como a organização de documentação, sobre a importância da ata e do regimento, bem como cuidados com a finanças e prestação de contas. Foram momentos de grandes aprendizagens e contribuições”, falou entusiasmada.

18.12.18

A burocracia que azeda nossa alimentação

Agricultores e organizações se unem para, junto ao governo, desburocratizar a regularização sanitária de alimentos da agricultura familiar e garantir o direito de escolha para a população.

Queijos artesanais da agricultura familiar

Nunca foi fácil o acesso democratizado ao mercado de produtos vindos da agricultura familiar. Além das exigências para que se enquadrem a um padrão que desconsidera suas formas peculiares de produção, o processo de regularização sanitária é complexo e com informações pouco difundidas. “O olhar da fiscalização, muitas vezes, é voltado apenas a estrutura dos estabelecimentos, em detrimento da qualidade do alimento produzido, o que prejudica produtores familiares que primam a qualidade, por trabalharem sem insumos químicos e com pequena escala de produção, o que diminui o risco de contaminação dos alimentos”, comenta Rodrigo Noleto, do ISPN, que vem acompanhando de perto essa questão.

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14.12.18

Grupos de mulheres protagonizam beneficiamento do babaçu no Maranhão

O papel da mulher na agricultura familiar fica cada vez mais visível. São elas que protagonizam o desenvolvimento ao redor de casa, promovendo a segurança alimentar, garantindo novas fontes de geração de renda e oportunizando a experimentação de diferentes atividades produtivas.  Falar desse protagonismo é tratar de empoderamento, de trabalho coletivo e dos laços afetivos que unem umas às outras em suas comunidades.

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