ISPN - Instituto Sociedade, População e Natureza

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14.12.18

Grupos de mulheres protagonizam beneficiamento do babaçu no Maranhão

O papel da mulher na agricultura familiar fica cada vez mais visível. São elas que protagonizam o desenvolvimento ao redor de casa, promovendo a segurança alimentar, garantindo novas fontes de geração de renda e oportunizando a experimentação de diferentes atividades produtivas.  Falar desse protagonismo é tratar de empoderamento, de trabalho coletivo e dos laços afetivos que unem umas às outras em suas comunidades.

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13.12.18

1º Encontro Nacional das Juventudes do Cerrado

Fonte: Coletivo de Comunicação do Cerrado

Mais de cem jovens, vindos de todos os estados do bioma Cerrado, participam do 1º Encontro Nacional das Juventudes do Cerrado, que acontece entre os dias 14 e 16 de dezembro, em Hidrolândia (GO). O encontro é uma realização da Campanha Nacional em Defesa do Cerrado e tem como objetivo articular e valorizar os saberes dessas juventudes.

Juventude Guarani Kaiowá, da Teia dos Povos e Comunidades Tradicionais, Quebradeira de Coco, Sem Terra, Atingida por Barragens, Acampada, Assentada, Quilombola. Do Campo e da Cidade. Juventudes no plural porque essas jovens e esses jovens representam toda a diversidade e riqueza cultural presente no Cerrado. Os sonhos, as lutas e os desafios que enfrentam também são plurais.

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12.12.18

Desmatamento no Cerrado cai, mas ainda preocupa

Por assessoria de comunicação da Rede Cerrado 

Foto: Bento Viana/Acervo ISPN

Dados do PRODES Cerrado mostram que a taxa de desmatamento no Bioma teve redução de 11%, no entanto é equivalente a cinco vezes a cidade do Rio de Janeiro

O Cerrado perdeu 6.657 km² de área nativa no período de agosto de 2017 a julho de 2018, de acordo com os resultados do PRODES Cerrado. Os dados, que mostram uma redução de 11% no desmatamento do Bioma em relação ao mesmo período do ano anterior, foram divulgados pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA) e Ministério da Ciência, Tecnologia, Informação e Comunicações (MCTIC) nessa terça-feira (11).

No entanto, a área desmatada equivale a cinco vezes a cidade do Rio de Janeiro.

Segundo o WWF-Brasil, entidade associada à Rede Cerrado, “apesar do resultado positivo, é fundamental garantir o monitoramento, a fiscalização do desmatamento ilegal e ampliar políticas públicas e privadas para alcançar redução e controle do desmatamento de maneira contínua. No avanço dessa agenda, é essencial que o governo incorpore na divulgação dos dados a proporção do quanto desse desmatamento é legal ou ilegal”.

Ocorrência de desmatamento nos estados que compõem o bioma Cerrado:

Confira a matéria completa do WWF aqui. 

3.12.18

Mel de abelhas nativas e a importância da produção artesanal

Sabe aquele mel de abelhas nativas rico em nutrientes, mas que nem sempre é encontrado pelo público nas prateleiras? Pois é, democratizar o acesso ao mercado desses e de outros produtos artesanais vem sendo um dos focos de trabalho do ISPN, por isso, na última quinta (29/11) a organização realizou a oficina “Normas Sanitárias aplicadas à Lei de Produtos Artesanais para alimentos de Origem Animal”, em Brasília. Nela, agricultores familiares, como o meliponicultor Antonio Ilson, combinaram estratégias para dialogar com o poder público e desburocratizar os processos para regulamentar a venda de produtos artesanais. Como Ilson nos conta, os saberes passados de geração em geração enriquecem essa produção feita em diálogo e respeito com a biodiversidade. E são esses alimentos que merecem estar em nossas mesas. “Eu tenho orgulho de ser meliponicutor, uma vez que a gente sabe da importância das abelhas nativas não só para a produção de alimento, mas também para a manutenção da flora nativa”.

Guia de Elaboração de Projetos de Agroindústrias Comunitárias – 2ª Edição

Regularização sanitária brasileira: o que você precisa saber?

28.11.18

Maranhão: ISPN participa de simpósio sobre educação do campo e Agroecologia

Por muitos anos o campo foi relegado à dicotomia com o urbano e às políticas públicas.  Para além de uma produção agropastoril, nunca foi tão evidente sentir e perceber o meio rural como espaço onde a vida pulsa, um território das possibilidades, da diversidade e das múltiplas culturas.  A construção dessa perspectiva é fruto da educação popular, da interação com a academia e, sobretudo, do trabalho das organizações sociais. É nesse movimento que se consolida a Agroecologia – mais do que uma ciência é uma maneira de viver e estar no mundo, com sustentabilidade, equidade social e respeitando a natureza, as relações de gênero e a diversidade. Surge como uma forma de resistência e posição política frente ao mundo.

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22.11.18

Reconhecer e Proteger Práticas de Uso Comum dos Territórios

Por assessorias de comunicação e jurídica do ISPN

Criar estratégias para proteção dos territórios de povos e comunidades tradicionais e o reconhecimento de seus modos de vida foram o foco de debates em Brasília nos dias 12 e 13 de novembro.

Elaborar estratégias para uma incidência jurídico-política de enfrentamento da desestruturação das políticas e normativas que asseguram a concessão ou a titulação coletiva de terras a povos e comunidades tradicionais foi um dos objetivos alcançados com a Oficina Estratégias em Defesa da Consolidação das Terras de Uso Comum, realizada entre 12 e 13 de novembro na Universidade de Brasília (UNB). Organizada pelo Instituto Sociedade, População e Natureza (ISPN), a Terra de Direitos, a Federação de Órgãos para Assistência Social e Educacional (FASE), a Universidade Federal do Pará (UFPA) e a Universidade de Brasília (UnB), a oficina reuniu representantes de povos e comunidades tradicionais, pesquisadores e assessores.

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12.11.18

A volta de Chico Mendes: a sabedoria de gerações

Após 30 anos da partida de uma das lideranças mais importantes para a proteção socioambiental, antigas e novas gerações se encontram em Brasília para fortalecerem ações futuras e coletivas.

Seringueiros, agricultores, geraizeiros, indígenas e tantos outros povos e comunidades tradicionais traduzem como o extrativismo promove a conservação ambiental defendida por Chico Mendes ao longo de sua história. Assim, entre os dias 6 e 7 de novembro, antigas e novas gerações desses povos se encontraram no Seminário Nacional da Juventude Extrativista do Conselho Nacional dos Seringueiros (CNS), em Brasília. O CNS, que hoje converge povos de diferentes regiões do Brasil, é um dos protagonistas na defesa dos territórios tradicionais, protegendo meios de vida sustentáveis. Com o Seminário, o Conselho resgata, por meio de lideranças comunitárias antigas, a história de Chico visando fortalecer a continuidade da luta dos trabalhadores e das trabalhadoras rurais por meio do protagonismo da juventude.

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