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2.01.19

ISPN lança o 25º edital PPP-ECOS/Fundo Amazônia

Iniciando 2019, o ISPN lançou o 25° edital do PPP-ECOS com recursos do Fundo Amazônia/BNDES – totalizando R$ 4.300.000 (quatro milhões e trezentos mil reais) – para apoiar projetos que contribuem com a conservação do bioma por meio do uso sustentável da biodiversidade e com o fortalecimento das comunidades rurais.  Será o 5° edital do Programa com recursos do Fundo Amazônia destinado aos estados do Maranhão, Mato Grosso e Tocantins, para apoio a projetos de organizações de base comunitária e organizações não-governamentais.

Nesta segunda fase do PPP-ECOS na Amazônia, com recursos exclusivos do Fundo Amazônia, o 25º edital visa apoiar projetos na Amazônia Legal, sendo elegíveis apenas aqueles que estiverem situados nos estados do Maranhão (verificar lista de municípios em anexo no edital), Mato Grosso e Tocantins.

 

Os recursos previstos para o presente edital somam R$ 4.300.000

(quatro milhões e trezentos mil reais).

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1.01.19

Tambor de Crioula atrai intercâmbio intercultural entre indígenas e quilombolas no Maranhão

O intercâmbio representa um momento de compartilhamento de experiências entre povos de culturas diversas e de tradição oral e tem se mostrado uma rica forma de proporcionar contatos e momentos de aprendizado. Foi com este intuito que ocorreu o Intercâmbio Intercultural entre o povo Guajajara da Terra Indígena Rio Pindaré e os quilombolas da comunidade Vila Fé em Deus, município de Santa Rita – MA, em novembro de 2018. Na ocasião, os participantes foram conhecer e participar da Festa do Tambor de Crioula em homenagem ao santo São Benedito, que é tradicionalmente homenageado como protetor das terras de preto, dos quilombos e da história ancestral. A iniciativa foi idealizada e organizada pela Associação Mainumy da Terra Indígena Pindaré e pela Associação Comunitária Remanescente de Quilombo da Vila Fé em Deus, e contou com apoio do ISPN, no âmbito do Programa Estratégico do Maranhão (Poema) e do Plano Básico Ambiental – Componente Indígena no Subprograma Etnodesenvolvimento, em parceria com a Vale.

O Tambor de Crioula é uma dança de matriz africana praticada nos quilombos do Maranhão e é perpetuada entre as gerações. Geralmente, ocorre em festas de aniversário, vitória no futebol, festa de preto velho, bumba-meu-boi ou na festa do santo padroeiro. É comumente dançado em Carnaval, festas juninas e está sempre associado ao louvor a São Benedito.

O período entre os preparativos e o dia da festa do Tambor é um grande momento de cooperação e confraternização no quilombo. Homens, mulheres e jovens ajudam na organização do espaço, na ornamentação para o altar de São Benedito, na fogueira para esquentar o couro dos tambores, e na produção da comida, que é partilhada entre todos da comunidade e os convidados. E foi assim na Vila Fé em Deus, uma grande festa e uma mostra da valorização e perpetuação das tradições culturais, animando moradores e atraindo gente das localidades vizinhas e do município sede.

A dança do Tambor de Crioula não requer ensaios, pois o modo de dançar é repassado pelas coreiras (mulheres que dançam o tambor) para as mais jovens dentro da roda. As mulheres se vestem com saias rodadas com estampas em cores vivas, anáguas largas com renda na borda e blusas rendadas e decotadas brancas ou de cor. Os homens trajam calça branca, chapéu de palha e camisa estampada.

A animação é feita com o canto puxado pelos homens e acompanhando pelas mulheres. Um homem puxa a toada de levantamento. Em seguida, o coro – que é seguido por três tambores: o tambor grande, o meião e o crivador – chama e mante a roda de tambor viva, passando esse canto a compor o refrão para os improvisos que se sucederão.

As mulheres, além de dançarem e serem o destaque da roda, ajudam a entoar os cantos. Os temas, puxados livremente em toadas, remetem à louvação aos santos protetores, sátiras, homenagem às mulheres, desafio de cantadores, fatos do cotidiano e despedidas.

O Tambor de Crioula apresenta coreografia livre e variada. Os movimentos são mais soltos, mais intensos e bem acentuados, seguindo o compasso dos tocadores. A dança apresenta uma particularidade: a punga ou umbigada. Entre as mulheres, se caracteriza como um convite para entrar na roda. Quando uma delas está no centro e quer sair, avança em direção a outra companheira, aplicando-lhe a punga, que consiste no toque com a barriga. A que estiver na roda vai para o centro para continuar a brincadeira.

“Me criei dentro do Tambor de Crioula. É uma tradição que foi deixada pelo meu avô, que aprendeu com meu bisavô. E, assim, a gente vai passando de geração em geração. É uma alegria muito grande poder levar essa cultura à frente. Ficamos mais felizes em receber os nossos irmãos indígenas, em vir aqui, e conhecer um pouco da nossa cultura”, falou orgulhoso o presidente da Associação de Tambores de Crioula do Quilombo Vila Fé em Deus, Genilton Barbosa.

Arlete Viana Guajajara, do povo Guajajara da Aldeia Januária (TI Rio Pindaré), ficou deslumbrada ao conhecer a Festa do Tambor de Crioula. “A gente observou o quanto essa manifestação é valorizada pelos quilombos. E a gente precisa disso: conhecer outras culturas para fortalecer nossa. Ficamos maravilhados em ver jovens, crianças e adultos envolvidos na festa. A partir desse momento a gente firma parcerias e laços afetivos com essa comunidade. Fiquei muito emocionada com essa valorização, lembrei muito da nossa cultura. Há mais de 500 anos, a gente continua resistindo e preservando”, enfatizou.

São Benedito – É um santo negro africano. No Brasil, a veneração se inicia fortemente no período da escravidão, dentro das senzalas. É considerado padroeiro da gastronomia, dos cozinheiros. E está relacionado também a fartura e a comida.

Tambor de Crioula é Patrimônio Cultural – Em 2007, o Tambor de Crioula ganhou o título de Patrimônio Cultural Imaterial Brasileiro.  A Lei nº 13.248 de 12 de janeiro de 2016 estabeleceu a data de 18 de junho como o Dia do Tambor de Crioula. A Lei foi votada pelo Congresso Nacional e sancionada pelo Governo Federal.

18.12.18

A burocracia que azeda nossa alimentação

Agricultores e organizações se unem para, junto ao governo, desburocratizar a regularização sanitária de alimentos da agricultura familiar e garantir o direito de escolha para a população.

Queijos artesanais da agricultura familiar

Nunca foi fácil o acesso democratizado ao mercado de produtos vindos da agricultura familiar. Além das exigências para que se enquadrem a um padrão que desconsidera suas formas peculiares de produção, o processo de regularização sanitária é complexo e com informações pouco difundidas. “O olhar da fiscalização, muitas vezes, é voltado apenas a estrutura dos estabelecimentos, em detrimento da qualidade do alimento produzido, o que prejudica produtores familiares que primam a qualidade, por trabalharem sem insumos químicos e com pequena escala de produção, o que diminui o risco de contaminação dos alimentos”, comenta Rodrigo Noleto, do ISPN, que vem acompanhando de perto essa questão.

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14.12.18

Grupos de mulheres protagonizam beneficiamento do babaçu no Maranhão

O papel da mulher na agricultura familiar fica cada vez mais visível. São elas que protagonizam o desenvolvimento ao redor de casa, promovendo a segurança alimentar, garantindo novas fontes de geração de renda e oportunizando a experimentação de diferentes atividades produtivas.  Falar desse protagonismo é tratar de empoderamento, de trabalho coletivo e dos laços afetivos que unem umas às outras em suas comunidades.

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13.12.18

1º Encontro Nacional das Juventudes do Cerrado

Fonte: Coletivo de Comunicação do Cerrado

Mais de cem jovens, vindos de todos os estados do bioma Cerrado, participam do 1º Encontro Nacional das Juventudes do Cerrado, que acontece entre os dias 14 e 16 de dezembro, em Hidrolândia (GO). O encontro é uma realização da Campanha Nacional em Defesa do Cerrado e tem como objetivo articular e valorizar os saberes dessas juventudes.

Juventude Guarani Kaiowá, da Teia dos Povos e Comunidades Tradicionais, Quebradeira de Coco, Sem Terra, Atingida por Barragens, Acampada, Assentada, Quilombola. Do Campo e da Cidade. Juventudes no plural porque essas jovens e esses jovens representam toda a diversidade e riqueza cultural presente no Cerrado. Os sonhos, as lutas e os desafios que enfrentam também são plurais.

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12.12.18

Desmatamento no Cerrado cai, mas ainda preocupa

Por assessoria de comunicação da Rede Cerrado 

Foto: Bento Viana/Acervo ISPN

Dados do PRODES Cerrado mostram que a taxa de desmatamento no Bioma teve redução de 11%, no entanto é equivalente a cinco vezes a cidade do Rio de Janeiro

O Cerrado perdeu 6.657 km² de área nativa no período de agosto de 2017 a julho de 2018, de acordo com os resultados do PRODES Cerrado. Os dados, que mostram uma redução de 11% no desmatamento do Bioma em relação ao mesmo período do ano anterior, foram divulgados pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA) e Ministério da Ciência, Tecnologia, Informação e Comunicações (MCTIC) nessa terça-feira (11).

No entanto, a área desmatada equivale a cinco vezes a cidade do Rio de Janeiro.

Segundo o WWF-Brasil, entidade associada à Rede Cerrado, “apesar do resultado positivo, é fundamental garantir o monitoramento, a fiscalização do desmatamento ilegal e ampliar políticas públicas e privadas para alcançar redução e controle do desmatamento de maneira contínua. No avanço dessa agenda, é essencial que o governo incorpore na divulgação dos dados a proporção do quanto desse desmatamento é legal ou ilegal”.

Ocorrência de desmatamento nos estados que compõem o bioma Cerrado:

Confira a matéria completa do WWF aqui. 

3.12.18

Mel de abelhas nativas e a importância da produção artesanal

Sabe aquele mel de abelhas nativas rico em nutrientes, mas que nem sempre é encontrado pelo público nas prateleiras? Pois é, democratizar o acesso ao mercado desses e de outros produtos artesanais vem sendo um dos focos de trabalho do ISPN, por isso, na última quinta (29/11) a organização realizou a oficina “Normas Sanitárias aplicadas à Lei de Produtos Artesanais para alimentos de Origem Animal”, em Brasília. Nela, agricultores familiares, como o meliponicultor Antonio Ilson, combinaram estratégias para dialogar com o poder público e desburocratizar os processos para regulamentar a venda de produtos artesanais. Como Ilson nos conta, os saberes passados de geração em geração enriquecem essa produção feita em diálogo e respeito com a biodiversidade. E são esses alimentos que merecem estar em nossas mesas. “Eu tenho orgulho de ser meliponicutor, uma vez que a gente sabe da importância das abelhas nativas não só para a produção de alimento, mas também para a manutenção da flora nativa”.

Guia de Elaboração de Projetos de Agroindústrias Comunitárias – 2ª Edição

Regularização sanitária brasileira: o que você precisa saber?

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