ISPN - Instituto Sociedade, População e Natureza

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19.07.18

A educação para a resistência no campo

Por assessoria de comunicação do ISPN

Criadas no final da década de 60, as Escolas Agrícolas nos ensinam que a educação

contextualizada é adubo para a luta e para a vida no campo.

“Nunca vira uma escola. Por isso não conseguia defender-se, botar as coisas nos seus lugares.” Em Vidas Secas, Graciliano Ramos retrata um Brasil no qual o urbano sequestra as narrativas do campo. O Sertão das Vidas Secas também é a zona rural de todo um país que prioriza as políticas voltadas ao âmbito urbano e subestima o potencial democrático do rural. Na realidade brasileira de negação de direitos, inclusive à educação, a seca não é um fenômeno da natureza, mas a junção de sintomas econômicos, políticos e sociais que expulsam personagens de suas terras em busca da (re)sobrevivência. Como o autor alagoano nos conta, a reorganização das trajetórias políticas no campo começa, antes de tudo, com o acesso à educação contextualizada, de alternância e qualidade para os filhos da zona rural brasileira.

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29.05.18

28.05.18

Projeto de lei impacta a produção artesanal de origem animal

Comentários sobre o PLC n. 16 de 2018, aprovado pelo PARECER nº 99 de 2018, do Plenário do Senado Federal (PLEN/SF)

Rodrigo Noleto¹ e Rosângela Cintrão²

O Projeto de Lei da Câmara (PLC n. 16 de 2018), que trata da regulamentação de produtos alimentícios, artesanais e de origem animal, foi aprovado no Senado Federal no último dia 23 de maio de 2018. Apesar de ainda não ter sido sancionado pela presidência, o PLC 16 busca alterar a Lei 1.283 de 1950 que estabeleceu, naquela época, a obrigatoriedade de prévia fiscalização de todos os produtos de origem animal.

A Lei de 1950 foi o artifício da época para o estabelecimento de normas rígidas para a “nascente” agroindustrialização brasileira, também voltada à industria de alimentos para exportação. Com isso, o setor de alimentos brasileiro foi dividido em dois, onde apenas aqueles capazes de atender às exigências da “lei” se tornaram visíveis aos órgãos reguladores. Os demais empreendimentos, ou seja, grande parte de um setor baseado em relações de confiança entre produtor e consumidor, cuja escala e utilização de técnicas tradicionais de produção e beneficiamento, diminuíam os riscos associados à saúde, se tornaram invisíveis ao sistema.

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17.05.18

ISPN apresenta experiência comunitária a servidores do INCRA em debate sobre Programa de Regularização Ambiental

Na tarde do último dia 16, a assessora técnica do ISPN, Juliana Napolitano, apresentou o trabalho e os resultados da organização com os projetos do PPP-ECOS no Cerrado para serem debatidos entre servidores do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA) de 18 estados do Brasil. A reunião desse Grupo de Trabalho (GT), promovida pelo próprio INCRA, buscou a troca de experiências para subsidiar e orientar a construção do Programa de Regularização Ambiental (PRA) em assentamentos da reforma agrária.

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15.05.18

“Precisávamos de um programa com ações locais e impactos globais”, Don Sawyer durante o II Encontro de Experiências e Aprendizados do PPP-ECOS.

Mais de 80 organizações ecossociais do Cerrado e da Caatinga se encontraram em Brasília para troca de saberes e elaboração de estratégias socioambientais e políticas para os biomas.

Nos últimos cinco anos, foram mais de 100 projetos, 15.000 famílias beneficiadas, 8.500 comercializando produtos da biodiversidade e 3.000 adotando práticas sustentáveis de manejo do solo e da água. O II Encontro de Experiências e Aprendizados do PPP-ECOS no Cerrado e na Caatinga, realizado entre 8 e 10 de maio, em Brasília, trouxe avanços alcançados pelo programa e perspectivas sociais, políticas e ambientais para os próximos anos. O encontro foi organizado pelo ISPN em parceria ao PNUD e com recurso do Fundo do Meio Ambiente Mundial (GEF).

Os resultados, segundo Don Sawyer, não se limitaram às regiões trabalhadas. “Precisávamos de um programa com ações locais e impactos globais”, comentou o assessor sênior do ISPN. A conservação da biodiversidade e a melhoria da qualidade de vida das populações que dependem dela impactam em uma agenda global no que diz respeito ao enfrentamento à pobreza, à conservação do meio ambiente e à valorização de saberes tradicionais essenciais para a manutenção de modos de vida sustentáveis.

“Essas iniciativas respeitam nossa história, nosso modo de ser e pensar e permitem o diálogo com o meio ambiente. É assim que trazemos contribuições para a sociedade, inclusive, porque nós que fornecemos alimentação saudável”. – Valéria Paye, coordenação da Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (APIB)

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4.05.18

Mais de 80 organizações do Cerrado e da Caatinga se reunirão para debater o desenvolvimento sustentável dos biomas

Encontro promoverá troca de saberes ecossociais com ênfase em iniciativas comunitárias nas regiões e trará perspectivas para os próximos cinco anos.

Práticas que incentivam o desenvolvimento e o uso sustentável da biodiversidade do solo e da água serão apresentadas no 2º Encontro de Experiências e Aprendizados do Programa de Pequenos Projetos Ecossociais (PPP-ECOS) no Cerrado e na Caatinga. Organizado pelo Instituto Sociedade, População e Natureza (ISPN), o encontro acontece nos dias 8, 9 e 10 de maio, na Confederação Nacional dos Trabalhadores no Comércio (CNTC), em Brasília-DF. Serão 85 organizações apoiadas pelos PPP-ECOS e convidadas para a troca de saberes e articulação de ações para a continuidade do Programa nas regiões.

Promoção de atividades agroextrativistas, do desenvolvimento de sistemas de agrofloresta, do reuso de água cinza e da construção de fogões agroecológicos são algumas das práticas desenvolvidas entre 2013 e 2018 no Programa. Os saberes desenvolvidos a partir dessas práticas serão compartilhados e darão bases para a elaboração dos caminhos nos próximos cinco anos, inclusive, no que diz respeito às políticas para os povos e comunidades tradicionais das regiões. “Esse encontro vem proporcionar a troca de aprendizados e saberes, demonstrando o potencial das comunidades em gerar resultados efetivos no âmbito do desenvolvimento rural e da conservação ambiental”, pontua a assessora técnica do ISPN, Juliana Napolitano.

Além de trazer a troca de experiências, os resultados das ações e a construção de perspectivas, a programação do Encontro conta com um Talk Show para o entendimento da contribuição do PPP-ECOS para o desenvolvimento sustentável do Cerrado e da Caatinga. No dia 9, às 17h30, acontecerá ainda a Feira da Biodiversidade, que será aberta ao público e trará produtos agroecológicos dos biomas para serem conhecidos e comercializados como mel, conservas de frutos nativos, sabonetes, castanhas entre outros.

“A continuidade do PPP-ECOS é fundamental para as comunidades, pois com ele iniciamos vários projetos, como nossas agroflorestas. Precisamos continuar nos organizando com os nossos plantios, articulando as vendas, enfim, prosseguir com a melhoria da nossa qualidade de vida. O PPP-ECOS nos possibilita transformações”, conta a agricultura familiar e membro de uma das organizações apoiada pelo Programa, a Associação de Mulheres Empreendedoras Rurais e Artesanais de Barro Alto e Santa Rita do Novo Destino (AMERA), Ginercina Silva.

15.03.18

No mês da mulher, agricultoras de Goiás e Pernambuco trocam saberes e força

Apoiadas pelo PPP-ECOS, nos dias 6 e 7 de março, mulheres do Cerrado trocaram experiências no Sertão para superar impactos das mudanças climáticas.

“Goiás sempre teve água, mas agora nossa região vem sofrendo com uma estiagem de quase três anos.” No município de Santa Rita do Novo Destino, a cerca de 300 km de Brasília, Josimar Aparecida (Josa) vê os impactos das mudanças climáticas na sua vida. As ações do agronegócio com o cultivo de monoculturas, como a soja, agravam o desmatamento, alterando o clima. A agricultora já perdeu metade de sua produção, inclusive, culturas importantes para sua renda, como o milho e o feijão. Além de cuidar sozinha das demandas domésticas, precisou intensificar o trabalho no roçado. A cultura patriarcal no Brasil faz com que os impactos das mudanças climáticas cheguem primeiro para as mulheres.

Para aprender a driblar a situação e se empoderar em busca de mais autonomia, Josa e mais duas companheiras da Associação de Mulheres Empreendedoras Rurais e Artesanais de Barro Alto e Santa Rita do Novo Destino (AMERA), Ginercina Silva e Luzia Dalva da Silva, saíram em jornada para conhecer as experiências de convivência com o Semiárido das agricultoras do sertão de Pernambuco. O intercâmbio, que aconteceu nos últimos dias 6 e 7, foi articulado a partir do Programa de Pequenos Projetos Ecossociais – PPP-ECOS (com recursos do GEF e gerenciado pelo Instituto Sociedade, População e Natureza – ISPN) e da Casa da Mulher do Nordeste (CMN), ONG pernambucana com foco no feminismo e agroecologia.

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