ISPN - Instituto Sociedade, População e Natureza

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3.12.18

Mel de abelhas nativas e a importância da produção artesanal

Sabe aquele mel de abelhas nativas rico em nutrientes, mas que nem sempre é encontrado pelo público nas prateleiras? Pois é, democratizar o acesso ao mercado desses e de outros produtos artesanais vem sendo um dos focos de trabalho do ISPN, por isso, na última quinta (29/11) a organização realizou a oficina “Normas Sanitárias aplicadas à Lei de Produtos Artesanais para alimentos de Origem Animal”, em Brasília. Nela, agricultores familiares, como o meliponicultor Antonio Ilson, combinaram estratégias para dialogar com o poder público e desburocratizar os processos para regulamentar a venda de produtos artesanais. Como Ilson nos conta, os saberes passados de geração em geração enriquecem essa produção feita em diálogo e respeito com a biodiversidade. E são esses alimentos que merecem estar em nossas mesas. “Eu tenho orgulho de ser meliponicutor, uma vez que a gente sabe da importância das abelhas nativas não só para a produção de alimento, mas também para a manutenção da flora nativa”.

Guia de Elaboração de Projetos de Agroindústrias Comunitárias – 2ª Edição

Regularização sanitária brasileira: o que você precisa saber?

28.11.18

Maranhão: ISPN participa de simpósio sobre educação do campo e Agroecologia

Por muitos anos o campo foi relegado à dicotomia com o urbano e às políticas públicas.  Para além de uma produção agropastoril, nunca foi tão evidente sentir e perceber o meio rural como espaço onde a vida pulsa, um território das possibilidades, da diversidade e das múltiplas culturas.  A construção dessa perspectiva é fruto da educação popular, da interação com a academia e, sobretudo, do trabalho das organizações sociais. É nesse movimento que se consolida a Agroecologia – mais do que uma ciência é uma maneira de viver e estar no mundo, com sustentabilidade, equidade social e respeitando a natureza, as relações de gênero e a diversidade. Surge como uma forma de resistência e posição política frente ao mundo.

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22.11.18

Reconhecer e Proteger Práticas de Uso Comum dos Territórios

Por assessorias de comunicação e jurídica do ISPN

Criar estratégias para proteção dos territórios de povos e comunidades tradicionais e o reconhecimento de seus modos de vida foram o foco de debates em Brasília nos dias 12 e 13 de novembro.

Elaborar estratégias para uma incidência jurídico-política de enfrentamento da desestruturação das políticas e normativas que asseguram a concessão ou a titulação coletiva de terras a povos e comunidades tradicionais foi um dos objetivos alcançados com a Oficina Estratégias em Defesa da Consolidação das Terras de Uso Comum, realizada entre 12 e 13 de novembro na Universidade de Brasília (UNB). Organizada pelo Instituto Sociedade, População e Natureza (ISPN), a Terra de Direitos, a Federação de Órgãos para Assistência Social e Educacional (FASE), a Universidade Federal do Pará (UFPA) e a Universidade de Brasília (UnB), a oficina reuniu representantes de povos e comunidades tradicionais, pesquisadores e assessores.

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12.11.18

A volta de Chico Mendes: a sabedoria de gerações

Após 30 anos da partida de uma das lideranças mais importantes para a proteção socioambiental, antigas e novas gerações se encontram em Brasília para fortalecerem ações futuras e coletivas.

Seringueiros, agricultores, geraizeiros, indígenas e tantos outros povos e comunidades tradicionais traduzem como o extrativismo promove a conservação ambiental defendida por Chico Mendes ao longo de sua história. Assim, entre os dias 6 e 7 de novembro, antigas e novas gerações desses povos se encontraram no Seminário Nacional da Juventude Extrativista do Conselho Nacional dos Seringueiros (CNS), em Brasília. O CNS, que hoje converge povos de diferentes regiões do Brasil, é um dos protagonistas na defesa dos territórios tradicionais, protegendo meios de vida sustentáveis. Com o Seminário, o Conselho resgata, por meio de lideranças comunitárias antigas, a história de Chico visando fortalecer a continuidade da luta dos trabalhadores e das trabalhadoras rurais por meio do protagonismo da juventude.

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8.11.18

Raimunda do Coco, uma memória coletiva

O que faz alguém ser memória coletiva? Talvez a resposta esteja na trajetória da quebradeira de coco Raimunda Gomes da Silva, que faleceu ontem, aos 78 anos. Conhecida como Raimunda do Coco, sua história se traduz na luta pelos direitos das mulheres rurais do município do Bico do Papagaio (TO). Como uma das fundadoras do Movimento Interestadual das Quebradeiras de Coco Babaçu (MIQCB) e integrante da Associação Regional de Mulheres Trabalhadoras Rurais do Bico do Papagaio (ASMUBIP), sua atuação virou referência nacional e internacional para todas e todos que desenham a liberdade nas bases comunitárias. Em 2009, recebeu o título de Doutora Honoris Causa da Universidade Federal do Tocantins, além de prêmios como o Diploma Mulher-Cidadã Guilhermina Ribeira da Silva (Assembleia Legislativa do Tocantins) e o Diploma Bertha Lutz (Senado Federal). Raimunda ainda ultrapassou as fronteiras brasileiras e chegou à China, Estados Unidos, França e Canadá, além de ser indicada ao Prêmio Nobel da Paz.

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6.11.18

“O estado de presença é o começo para a prevenção e os cuidados na saúde indígena”

“Prevenir é o melhor caminho. Tivemos grandes perdas na nossa aldeia por causa do câncer. Esse momento é importante, que possamos levar mais e mais informações para os nossos parentes nas demais aldeias também”, reforçou o cacique Bruno Caragiu Guajajara durante a culminância das campanhas Outubro Rosa e Novembro Azul. O evento aconteceu no último dia 05 deste mês na Aldeia Januária, município de Bom Jardim (MA), no âmbito do Plano Básico Ambiental –  Componente Indígena (PBA-CI), por meio do Subprograma Saúde, em parceria com a Vale S/A. A atividade teve a organização também da Secretaria Especial de Atenção à Saúde Indígena e o Ministério da Saúde (Sesai).

Na programação do evento, aconteceram palestras, dinâmicas e exibição de vídeos educativos voltados para orientações e conscientização da importância da prevenção do câncer de colo do útero, mama e próstata. Ainda foram realizados exames preventivos, vacinação e atendimento odontológico.

Para a jovem indígena e estudante de enfermagem, Taynara Caragiu Guajajara, os cuidados são muito importantes, pois a prevenção ainda é o melhor remédio. “Nós, mulheres indígenas, valorizamos o conhecimento repassados por toda a equipe do posto de saúde, claro não deixando também de utilizar os nossos métodos preventivos e curativos de nossa medicina Guajajara. É de suma importância pra nós mulheres indígenas usarmos medicina ocidental e medicina indígena como aliada, assim proporcionando fortalecimento da prática preventiva”, enfatizou.

“O estado de presença pode ser o começo para a prevenção e os cuidados na saúde indígena. É exatamente ter consciência do ser. A pessoa deve estar conectada com seus pensamentos e seu corpo físico. É o equilíbrio entre mente e espírito. E isso reflete na saúde”, falou a enfermeira obstetra e professora do Instituto Federal de Educação do Maranhão, Solange Sousa, durante o evento.

“Quando paramos para observar nossos hábitos, percebemos também a nossa existência, a nossa realidade”. Estamos perdendo a noção de viver o momento presente. Nesse sentido, o cuidado e o sentir a respiração são fundamentais também.  Muitas vezes, fazemos projeção para o passado ou futuro, por isso que estamos perdemos a essência de ser humano. Ou seja, da importância de olhar no olho, de se enxergar no outro, de cuidado consigo mesmo, perceber nosso corpo. Quando nossa boca cala, os órgãos falam”, explicou Solange Sousa.

PBA-CI – É parte integrante do processo de licenciamento ambiental referente ao empreendimento Estrada de Ferro Carajás (EFC) – Componente Indígenas em operação pela Vale S.A. voltado aos povos Awá e Guajajara das Terras Indígenas Caru e Rio Pindaré no Maranhão. Está estruturado a partir de dois componentes (Awá e Guajajara), em execução pelo ISPN, e que estão organizados em cinco subprogramas: Proteção Territorial; Fortalecimento Cultural; Fortalecimento Institucional; Etnodesenvolvimento; e Saúde.

5.11.18

Povos do Cerrado se reúnem em Brasília para debater direitos territoriais

Por assessoria de comunicação da Rede Cerrado. 

Oficina reunirá representantes de povos e comunidades tradicionais, do Conselho Nacional de PCTs, dos Ministérios Público Federal ede Direitos Humanos e de organizações da sociedade civil. 

Somente em 2017*, foram registradas mais de 880 áreas em conflitos agrários no Brasil, 97 na Bahia e 180 no Maranhão. Dos 71 assassinatos no campo – o maior número registrado desde 2003 -, 11 eram quilombolas – 9 somente na Bahia – e seis indígenas. Além disso, 25 indígenas sofreram tentativas de assassinato, 21 somente no Maranhão, e 36 quilombolas – 31 no Maranhão – receberam ameaças de morte, além de 6 quebradeiras de coco – todas no Maranhão -, 4 camponeses de fundo e fecho de pasto, 3 extrativistas e 1 geraizeiro. As motivações? A maioria por disputa de terras e territórios.

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