ISPN - Instituto Sociedade, População e Natureza

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6.04.16

A Produção brasileira de alimentos e as dificuldades enfrentadas para sua regularização sanitária

mulheres processando pequi

Foto: Bento Viana/Acervo ISPN

Nos últimos anos, quem tem acompanhado o desenvolvimento da agricultura familiar no Brasil, percebe a crescente corrente do movimento agroecológico brasileiro. Esta nova abordagem da agricultura, que busca integrar os diversos aspectos sociais, econômicos e ambientais na unidade de produção familiar, enfrenta entraves regulatórios que desconsideram o papel da agroecologia na economia e na qualidade de vida das famílias envolvidas. A legislação brasileira de produção de alimentos, por exemplo, não é apenas ultrapassada para atender as demandas desse setor, é inadequada, excludente e moralmente injusta com segmentos sociais que estão à margem do apoio do estado.

O marco legal da produção de alimentos é definido por uma série de leis, decretos e normas que compõem o sistema sanitário brasileiro. Este, estabelece as regras para o processamento e consumo de alimentos seguros, quer dizer, tem o papel de determinar o que é seguro para ser consumido por uma parcela significativa da população. Porém, o que vem determinando o padrão de segurança do alimento, é a esterilização e homogeneização nos processos de produção e transformação alimentar. De fato, é uma completa inversão de valores sociais e culturais, pois privilegia uma indústria rica e globalizada, em detrimento da ampla diversidade alimentar e do patrimônio histórico e cultural brasileiro. Leia mais . Read more »

29.10.15

ISPN Apoia Manifesto para Embargo/Boicote aos Produtos do Agronegócio de Mato Grosso do Sul

Porque pedimos o embargo/boicote aos produtos do agronegócio de Mato Grosso do Sul.

 

– Mato Grosso do Sul tem a segunda maior população indígena do Brasil, cerca de 77 mil pessoas, e é palco das maiores e mais graves violações de Direitos Humanos do Brasil e do mundo: casos de tortura, estupros, espancamentos, ataques armados e  assassinatos, praticados por milícias de jagunços e organizações paramilitares, contratadas por fazendeiros, além dos altos índices de desnutrição e suicídios.   Está em curso um verdadeiro genocídio*, especialmente do povo Guarani-Kaiowá.

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20.11.14

Revista Policy in Focus faz análise sobre o desenvolvimento humano sem desmatamento

CERRADO

A mais recente edição da revista Policy in Focus, intitulada Desenvolvimento sem Desmatamento, traz uma série de artigos que buscam discutir a promoção do desenvolvimento humano preservando, simultaneamente, as florestas do Sul Global. A revista é editada pelo IPC-IG (International Policy Centre for Inclusive Growth), um fórum global de diálogo Sul-Sul conduzido por uma parceria entre o PNUD e o governo brasileiro.

A edição atual da revista explora o trabalho do PNUD e GEF, onde se enquadra o Programa de Pequenos Projetos Ecossociais (PPP-ECOS), coordenado pelo ISPN. Donald Sawyer, assessor sênior do Instituto, publicou um artigo entitulado “Comercialização de Produtos Agroextrativistas: Problemas e Soluções”, onde traz análises e recomendações baseados na experiência de 20 anos do PPP-ECOS com o financiamento de pequenos projetos nos biomas Cerrado e Caatinga.

Para acessar a íntegra da revista, clique nos links: portuguêsinglês.

8.07.14

Produtos Sustentáveis da Biodiversidade Brasileira: gestão, mercados e políticas públicas

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O seminário foi promovido pelo Centro de Gestão da Informação e do Conhecimento para um Futuro Sustentável (A Casa Verde) em parceria com o Instituto Sociedade, População e Natureza (ISPN) e Amigos da Terra – Amazônia Brasileira. Teve apoio do Programa de Pequenos Projetos Ecossociais (PPP-ECOS), do PNUD e da Secretaria da Agricultura Familiar (SAF) do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA). O PPP-ECOS recebe apoio do Fundo para o Meio Ambiente Mundial (GEF), por meio do PNUD, e da Comissão Européia. Uma vez que a gravação do seminário foi roubada da empresa responsável, este documento foi elaborado a partir das anotações de Divani Ferreira de Souza, com revisão de Luis Carrazza e Heliane Carvalho. Os pontos de vista aqui registrados não representam necessariamente aqueles das fontes de apoio financeiro ou institucional.

Previamente à realização do seminário, foi elaborado um documento para discussão, denominado Plano de Ação do Extrativismo (PLANEX). Seguindo o formato da Agenda 21, o plano divide-se em base de ação, objetivos e ações. Espera-se que a proposta que consta do capítulo 5 deste relatório seja oportunamente reformulada levando em conta discussões em eventos e contribuições pontuais, individuais e/ou coletivas, apresentadas ao ISPN, responsável pelas atualizações do documento. Nota-se que a proposta restringe-se à produção agroextrativista familiar ou comunitária em pequena escala.

Participaram do evento cerca de 60 pessoas, entre membros de comunidades, produtores, técnicos, governos e demais organizações que trabalham com produtos sustentáveis da biodiversidade brasileira em diversos estados do Brasil, principalmente representantes de entidades dos biomas Cerrado e Caatinga, que recebem apoio do GEF por intermédio do PNUD. A geração de conhecimento por meio de prática com comunidades rurais e de processos participativos, que é possibilitada pelo crescimento e amadurecimento de organizações não governamentais e de base comunitária, constitui ou contribui para novas metodologias de pesquisa dentro e fora da academia.

Para ler o artigo na sua íntegra, acesse o pdf.

 

26.02.10

Conheçam os artigos produzidos com o apoio do Projeto FLORELOS

Todos os artigos relacionados abaixo tiveram o apoio da União Européia. Estas publicações são de responsabilidade exclusiva de seus autores, não podendo considerar-se que refletem a posição da União Européia.

Indicadores de sustentabilidade em arranjos produtivos locais (APLs) de turismo no Brasil

Cooperativa Grande Sertão, a sweet native fruit in Brazil: generating social-economic benefits by nature conservation – The history of Grande Sertão Cooperative – Gerando benefícios socioeconômicos pela conservação da natureza

Potenciais e limitações do uso sustentável da biodiversidade do Cerrado: um estudo de caso da Cooperativa Grande Sertão no Norte de Minas

A Cooperativa Grande Sertão e as riquezas socioambientais do norte de Minas

Economia, comunidades rurales y biodiversidade: la experiencia de la Cooperativa Grande Sertão

Monitoramento de APL de turismo no Brasil: o (não) lugar das dimensões da sustentabilidade

Somando esforços locais em busca de meios de vida sustentáveis com benefícios ambientais globais: a experiência do Programa de Pequenos Projetos Ecossociais – PPP-ECOS

Mapeamento do extrativismo no Estado do Tocantins

Agroextrativismo como estratégia para desenvolvimento socioambiental? Um olhar sobre o extrativismo do buriti

Análise do potencial econômico e socioambiental do artesanato do buriti em comunidades tradicionais nos Lençóis Maranhenses – Revista Iberoamericana de Economia Ecológica e VII Encontro da Sociedade Brasileira de Economia Ecológica.

Aspectos sócio-econômicos e políticas públicas

Gestão, mercados e políticas públicas para produtos sustentáveis de biodiversidade brasileira

Management, markets and public policy for sustainable products of Brazilian biodiversity

Climate change, biofuels and eco-social impacts in the Brazilian Amazon and Cerrado

Emissões e seqüestro de carbono na Amazônia e Cerrado: situação atual e perspectivas

Chico Mendes e a sustentabilidade do mundo – Tribuna do Brasil e Campo Grande News

Chegou a hora de gerar conhecimento útil

Fluxos de carbono na Amazônia e no Cerrado: um olhar socioecossistêmico

Políticas públicas e impactos socioambientais no Cerrado

Sustentabilidade deve ser buscada em todos os biomas

O papel da sociedade no estabelecimento de políticas públicas para as savanas

Saúde ambiental e desenvolvimento sustentável no Brasil

Reutilisation of waste glass leads to social and environmental sustainability in Brasília

Construção com vidro, gente e sucata: desenvolvimento de tecnologia social de reciclagem de vidro na cooperativa 100 Dimensão

Contradictions of international cooperation in the Amazon: why is the nation-state left out?

20.01.09

Crises dão chance de avançar na qualificação do desenvolvimento

Por Donald Sawyer
Professor do Centro de Desenvolvimento Sustentável (UNB)

O dia 22 de dezembro de 2008 marcou os 20 anos da morte do Chico Mendes, seringueiro e sindicalista acreano que se tornou conhecido internacionalmente e ajudou a mudar a história do mundo. O momento é oportuno para reflexão sobre as implicações nacionais e universais dessa história recente.

Chico era conhecido, e talvez por isso tenha sido morto. Em 1988, quem o conhecia achava que ninguém teria coragem de assassinar uma liderança famosa por sua defesa dos seringueiros e da floresta amazônica. Engano. Por outro lado, a grande imprensa global dificilmente teria reparado na morte de um sindicalista no Acre se não soubesse que algo importante estava acontecendo na Amazônia.

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29.09.08

Por que as árvores do Cerrado são tortas?

Foto: Jaime Gesisky

Por Isabel Figueiredo – (Ecóloga) e André Stella – (Engenheiro Florestal)

A vegetação do Cerrado é influenciada pelas características de solo, clima e fogo. O excesso de alumínio e a alta acidez do solo diminuem a disponibilidade de nutrientes às plantas, tornando-o tóxico para plantas não adaptadas.  A baixa fertilidade e a elevada toxicidade do solo são associadas ao nanismo e a tortuosidade da vegetação (hipótese do oligomorfismo distrófico).

Após a passagem do fogo, os tecidos vegetais mais tenros, como folhas e gemas (tecidos de crescimento das plantas), sofrem necrose e morrem. As gemas que ficam nas extremidades dos ramos e galhos são substituídas por gemas internas, que nascem em outros locais do galho, quebrando a linearidade do crescimento. Quando a freqüência do fogo é muito elevada, com queimadas freqüentes, a parte aérea da planta pode não se desenvolver, tornando-se uma planta anã.

O clima, marcado por duas estações – uma chuvosa e outra com estiagem prolongada – também influencia a vegetação, determinando ambientes mais e menos favoráveis para a ocorrência de determinadas espécies de plantas. O clima com duas estações bem marcadas (sazonalidade) tem efeito sobre a disponibilidade de nutrientes e a toxicidade do solo. Com baixa umidade, o solo se tornar mais ácido e a disponibilidade de nutrientes diminui, influenciando o crescimento das plantas. Então, a combinação da sazonalidade climática, deficiência nutricional dos solos e ocorrência do fogo determinam as características da vegetação do Cerrado.

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