ISPN - Instituto Sociedade, População e Natureza

25.07.18

Caravana Semiárido Contra a Fome irá percorrer quatro regiões do país

Por assessoria de Comunicação da Articulação no Semiárido Brasileiro (ASA Brasil)

A última parada da Caranava será em Brasília, onde um grupo fará denúncia formal ao Supremo Tribunal Federal sobre a volta da fome.

Cinco mil pessoas de todos os estados do Nordeste estarão reunidas nesta sexta-feira (27), no Centro de Caetés, no agreste de Pernambuco, para o Ato Político e Cultural que marcará o início da Caravana Semiárido Contra a Fome. A atividade está prevista para começar às 16h com apresentações culturais de Jorge Filó, Paulo Matricó e As Severinas.

“Serão 14 dias na estrada, dialogando, debatendo e construindo forças para que o legado de Josué de Castro, Betinho e Lula e o combate às causas da fome ganhem espaço na agenda política do Brasil. A Caravana é um convite para todos possam se somar nessa luta”, explica Alexandre Pires, da coordenação executiva da ASA pelo estado de Pernambuco.

A Caravana contará com a participação de 100 pessoas e vai percorrer pouco mais de 2.906 quilômetros do sertão de Pernambuco até a capital paranaense. A Caravana terá parada estratégica em Feira de Santana (BA), no segundo dia (28). A segunda maior cidade da Bahia vai receber a caravana com ações de panfletagem em quatro feiras públicas e um ato com cerca de 400 pessoas de todas as regiões do estado.

De Feira de Santana, a Caravana passará por Belo Horizonte, onde haverá uma panfletagem na Praça 7 envolvendo cerca de mil pessoas. Depois o grupo passará por Guararema (SP) até chegar ao Paraná no dia 2 de agosto. A última parada será em Brasília, onde um grupo da Caravana participará de uma audiência com a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). Também neste dia, o grupo fará uma denuncia formal ao Supremo Tribunal Federal sobre a volta da fome.

A Caravana Semiárido Contra a Fome está sendo organizada pela Articulação Semiárido (ASA), Contag, Via Campesina e MST. A ideia de cruzar o país para denunciar a iminente volta do Brasil ao Mapa da Fome da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) se dá devido ao desmonte de políticas públicas sociais que afetam a segurança alimentar dos povos do Semiárido.

Entretanto, menos de 4 anos depois do Brasil celebrar a saída do Mapa da Fome, esse fantasma volta a rondar as populações carentes do campo e da cidade em todo o país, e no Semiárido, região marcada historicamente pela miséria e ausência de políticas públicas, a situação se acentua por conta da redução de investimentos nas políticas sociais e de convivência com a região.

Campanha – A Campanha de Financiamento coletivo para viabilizar a realização da Caravana Semiárido contra a Fome já conseguiu mobilizar centenas de pessoas. Até o momento, foram arrecadados R$ 71.280. Mas, a meta total é de 150 mil reais para cobrir custos de logística, alimentação e hospedagem dos participantes, entre agricultores e agricultoras, lideranças, técnicos e técnicas e jornalistas. A arrecadação está sendo feita por meio do site: https://benfeitoria.com/caravanasemiáridocontrafome.

As contribuições variam entre R$ 25 e R$ 5 mil. Para cada valor doado, o/a contribuinte terá uma recompensa que pode ser virtual em forma de agradecimento personalizado, ou mesmo, uma imersão em experiências exitosas de famílias agricultoras do Semiárido.

 Dados da Fome, Pobreza e cortes dos investimentos sociais

  • A extrema pobreza é medida no país em relação ao rendimento das famílias.
  • Em 2014, eram 5 milhões de pessoas ainda nessa condição. Em 2017, são mais de 11 milhões [Pesquisa Nacional por Amostras de Domicílios no Brasil (PNAD), dados de 2017 divulgados em abril passado].
  • 59,1% dos brasileiros em situação de extrema pobreza estão no Nordeste. Destes, 52,5% vivem em áreas rurais da região – IBGE, 2010
  • 40% das extremamente pobres têm entre 0 e 14 anos – IBGE, 2010
  • Exclusão de 1,1 milhão de famílias do Programa Bolsa Família, cerca de 4,3 milhões de pessoas, em sua maioria crianças, em todo o país.
  • Redução de 40% no orçamento do PAA: de R$ 478 milhões para R$ 294 milhões. Menos 55% de famílias alcançadas: de 91,7 mil para 41,3 mil (dados de agosto de 2017).
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